Já há ESBOÇOS de novas manifestações para o início de dezembro. Esquerda agora se apega à teoria de que HÁ UM GOLPE em andamento. Entenda o que pode acontecer com base em situações recentes.

 80porcento18_8-53-30_No-00  A palavra golpe tem sido frequentemente usada desde que gente ligada ao partido do governo começou a ser presa no decorrer da operação lava jato da Polícia Federal. Assim como ocorreu em outros países, em especial na Tailândia, a sociedade já começa a se organizar pela internet para cobrar o cumprimento da lei e evitar que o estamento governamental proteja aqueles que devem ser responsabilizados.

Sites de esquerda, certamente sob orientação da intelligentsia petista, tentam criar no Brasil um ambiente golpista, dando ao governo a imagem de vítima. Mas isso não tem surtido efeito, a sociedade já percebe que o Partido dos Trabalhadores é mesmo o principal protagonista dos maiores escândalos do país. A frase “eu não sabia de nada” não serve mais. Quanto à presidente Dilma e seu vice: Se não sabiam de nada, são incompetentes. Se sabiam, são criminosos. Nas duas hipóteses devem deixar o governo.

Na Tailândia, a governante também foi associada a vários casos de corrupção, e era também ligada a um ex-chefe de governo muito carismático, “dono” do partido mais populista do país. A sociedade foi para as ruas, a princípio de forma desorganizada, uns pediam indiciamento e impeachment da primeira ministra do PT (Partido Pheu Thai) de lá, outros pediam logo uma intervenção. 

A primeira-ministra na Tailândia era taxada de mera “procuradora” de seu irmão, condenado e exilado. Este, para alguns, continuava controlando o país.  O partido da premier, Pheu Thai, estimulou o crescimento de uma ala militante que se tornou conhecida como os “camisas vermelhas”, que em conjunto realizavam vandalismo e agressões contra a oposição, gerando grande intimidação política. Durante a crise os camisas vermelhas cercaram residências de opositores, tentando intimidá-los.

Aos poucos a sociedade foi se concentrando em torno de um ou dois pedidos principais. A obstinação era tamanha que houveram vários casos de ruas fechadas por semanas por conta dos acampamentos. A sociedade se mobilizava e levava água e alimentos para os manifestantes. Em uma ocasião o governo prendeu 100 idosos que acampavam em frente ao Ministério das Energias.

Em dezembro de 2013 os deputados do principal partido de oposição resolveram se unir e pediram demissão em bloco, causando um caos no Parlamento. Em certo momento da crise a primeira ministra chegou a contratar mercenários para tentar retomar o controle da situação. O indiciamento da premier foi adiantado e assim, em maio de 2014 a Primeira – Ministra Yingluck Shinawatra foi condenada de forma perfeitamente legal e demitida.

Não houve nenhum tipo de golpe por parte dos militares. Em um primeiro momento estes apenas garantiram a ordem em momentos críticos. Como o parlamento estava praticamente destruído, oposição e governo não conseguiram se entender, foi acertado que os militares permaneceriam no controle até que se pudesse voltar à normalidade.

Aqui no Brasil a sociedade tem se mobilizado, primeiro pela internet, e já tem ido para as ruas. As primeiras manifestações já foram grandes em São Paulo, a confusão e “ajustamento” das reivindicações é natural no início.

A direita há muito que não vai para as ruas e até as lideranças que se formam têm que se adaptar a sua forma de se manifestar. A sociedade que está e estará nas ruas não é uma massa de “useful idiots” que se dobra facilmente à palavras de ordem só por estas partirem de um microfone, ou de um carro de som. Estão ali por conta própria, são pessoas com consciência política formada e cientes do que desejam para o Brasil. É preciso que as lideranças entendam que mais cedo do que se espera vai ocorrer a unificação de forma natural. Imagine vários cursos de água correndo em direção ao oceano, cada um tem cor e velocidade diferente, antes do mar se unirão em um grande rio, com a mesma cor e muito mais poderoso.

Em uma democracia ninguém pode ser desprezado. A direita tem como característica valorizar a liberdade de expressão e o individualismo. Apologia à uniformidade é coisa de esquerdista. Se a liderança que agora surge for realmente perspicaz, digna de permanecer a frente de tão grande grupo, saberá valorizar cada opinião como parte importante do movimento.  Como foi dito acima, a voz que ecoará mais forte será a do conjunto, a soma das individualidades. 

Se a oposição deseja realmente que o movimento continue, ele não pode parar de crescer. A adesão tem que aumentar.

Já há movimentações na rede para novas manifestações no início de dezembro e o partido do governo fará de tudo para desestimular isso. É esperado que em breve instituições como maçonaria, Adesg, Igrejas, clubes de classe etc., consagradas por sua luta pela verdadeira democracia darão sua colaboração para que esse movimento tenha êxito. A sociedade precisa cobrar das associações qual o seu posicionamento frente ao que está ocorrendo no país. não há espaço para neutralidade.

Robson A.D. Silva – Cientista Social . Escreve para Observatório da Rede e Revista Sociedade Militar Online.

Mais sobre o que ocorreu na Tailândia.

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Intervenção militar. O que aconteceria com o Brasil se as Forças Armadas resolvessem intervir?

Intervenção militar. O que aconteceria com o Brasil se as Forças Armadas resolvessem intervir?

intervenção militar

O Jornal espanhol El País diz que foram 3 mil manifestantes, e que eles gritavam: "Os mantras da manifestação que foi do vão do Museu de Arte de São Paulo (MASP) ao Parque Ibirapuera eram repetidos pela maioria dos entrevistados: “As urnas [que deram a vitória a Dilma Rousseff com 51, 64% dos votos] foram fraudadas”, “o PT tem submetido o povo a uma ditadura da esquerda”, “o Brasil caminha na direção de se tornar uma Venezuela”, “o Lula é um cachaceiro e o filho dele é milionário”, “o melhor para o país é o impeachment de Dilma” e alguns "Viva a PM!".

*Nota: Recebemos solicitações para que esse artigo, pubicado ha alguns meses, fosse republicado. Se você vai às ruas, ou apóia quem vai, saiba o que está pedindo. Esse espaço é frequentado por pessoas inteligentes e amantes da democracía, cremos que compreenderão perfeitamente as colocações feitas e as implicações advindas da sua decisão. Afinal, em um espaço democrático todas as faces do problema podem, e devem ser abordadas.

 Nos últimos meses o debate entre direita e esquerda alcança proporções jamais vistas no país. A direita, antes calada, começa a sair de dentro de suas casas, e para surpresa de muitos, percebe-se que compõe uma parcela bastante significativa da sociedade, gente que está cada vez mais disposta a expor sua opinião e até ir para a rua se manifestar publicamente. Essa polarização cada vez mais radical da sociedade foi criada pelo próprio governo atual, que insiste em trazer à tona, a sua maneira, fatos ocorridos no passado. Por último, como artifício eleitoreiro, a esquerda tenta jogar a população do sul contra a do norte. A tentativa de evitar que a população do Norte e Nordeste votasse em outro candidato que não o do Partido dos Trabalhadores acabou por deixar no ar um ranço antes inexistente entre "sulistas" e "nortistas".

  Ora, o país não é formado somente de pessoas que se manipula por meio de assistencialismo, muitos tem percebido claramente a vil intenção de mudar a história, negando as atrocidades cometidas pelo grupo que desejava impor o comunismo ao Brasil, e responsabilizando unicamente a direita, os militares e até o governo de FHC, que terminou a 12 anos, por tudo de ruim que existe no país.
 
Querem transformar heróis em vilões e vice-versa.

No dia 22 de março desse ano milhares de pessoas insatisfeitas com o governo foram às ruas em algumas capitais, em memória da Marcha da Família com Deus, que antecedeu a intervenção militar de 31 de março de 1964. Que impediu que o país fosse lançado num período de atrocidades e massacres, que ocorreram em todos os países comunistas. As manifestações obtiveram pouca cobertura da mídia, como já era previsto. 

Oito meses após as manifestações de março, depois das eleições, o povo volta para as ruas. Por incrível que pareça, as solitações foram praticamente as mesmas. Mas dessa vez os manifestantes estão em maior número e melhor organizados.

Nota-se que finalmente a sociedade esclarecida está se mobilizando. O movimento é benéfico, virtuoso, no sentido de que declara ao mundo que a democracia brasileira tem sido um fracasso.

Em meio ao movimento há uma quantidade razoavel de pessoas que prefere um tipo de “RESET” no Brasil, um começar de novo. Estes desejam que algum dos Poderes, conforme prescreve a CF1988, convoque as Forças Armadas pra intervir, fechando o Congresso Nacional e afastando a Presidente atual.

Será que essas pessoas que pedem uma Intervenção Militar sabem mesmo o que estão pedindo? Como seria essa “intervenção”, seria realizada legalmente, baseada em provas palpáveis e acusações formais contra membros do governo, como a Presidente e o Vice-presidente? Os militares conseguiriam intervir sem disparar um único tiro, ou o sangue de nossos compatriotas – de esquerda ou de direita – seria derramado em nossa própria terra?

Sabe-se que as coisas chegaram ao nível em que estão, de uma forma gradual, com a colaboração de nossa própria passividade. Ao longo das últimas duas décadas permanecemos quietos em nossas casas, gozando de nosso conforto e assistindo do sofá a destruição de pilares como patriotismo, família, honestidade e honra. Se houvéssemos nos mobilizado para que o país não fosse dominado pelas mesmas pessoas que tentaram destruí-lo no passado, não estaríamos agora discutindo uma questão tão grave. Creio que a maioria aqui concorda que permanecemos numa espécie de letargia enquanto os inimigos da liberdade agiam com grande velocidade.

Imaginemos que o Supremo Tribunal Federal, alertado pela multidão, chegue a mesma conclusão que os manifestantes e convoque as Forças Armadas para intervir, fechando o Congresso e prendendo a Presidente. O que virá a seguir? Serão tempos de paz ou de guerra?

 

É difícil acreditar que o STF ou o legislativo federal acionem as Forças Armadas. Não há indícios de que ha qualquer justificativa constitucional para que isso ocorra. Porém, ainda assim, abaixo há uma visão panorâmica, hipotética e superficial, apenas dos primeiros dias após uma suposta intervenção realizada pelas Forças Armadas.

   Como uma das primeiras ações, uma tropa do Exército cercaria silenciosamente o palácio do Planalto e prenderia a Presidente Dilma. Ela seria mantida em prisão domiciliar até que fosse julgada. Talvez ficasse detida na Base Naval de Aratú, onde gosta tanto de passar as férias.

    Alguém avisaria a imprensa e a notícia se espalharia pela internet como um rastilho de pólvora. 

   Instantaneamente a Força Nacional será acionada por membros do governo e do poder legislativo, que é majoritariamente fiel ao Partido dos Trabalhadores. Ministros de estado também tem poder de acionar a Força Nacional. Essa força, se optasse por defender o governo destituido, cercaria o Congresso rapidamente, tentando impedir que o Exército assumisse o controle da instituição. Alguns estados que possuem governos de esquerda acionariam prontamente suas polícias militares e estas, colocadas de prontidão, guardariam as instituições públicas, como palácio dos governos estaduais, prefeituras e Assembleias Legislativas.

  Alguns comandantes de quartéis de polícia hesitarão, bem como alguns oficiais de menor patente, e é quase certo que haverá quebra de hierarquia em várias instituições militares pelo Brasil afora. As associações de policiais também escolherão um ou outro lado e certamente haverá muita confusão entre oficiais e praças. Sindicatos fieis ao governo paralisarão meios de transporte, refinarias e sistemas de comunicação. E os militares não teriam gente suficiente para suprir essas lacunas nas primeiras semanas do caos. Logo faltaria transporte e alguns ítens básicos para a população.

O Movimento dos Sem Terra, Sem Teto, CUT e partidos radicais como o PSTU, fieis ao governo, se levantarão e colocarão em prática suas táticas de guerrilha urbana há muito estudadas no manual de Mariguella e outros similares. Estudantes das universidades federais filiados aos Diretórios estudantis se aliarão a estes militantes de esquerda e marcharão nas grandes cidades, promovendo vandalismo e quebradeira.

Nas áreas rurais redes de energia seriam sabotadas para desestabilizar o governo próvisório. Escolas e hospitais funcionariam precariamente por algum tempo. O governo talvez se sentisse forçado a intervir na internet para freiar a organização dos opositores. É posivel que, por conta do caos generalizado e intensa propaganda ideológica, parte da população, ainda nos primeiros dias, se some àqueles que se posicionam contra os militares, engordando mais ainda as manifestações nos grandes centros urbanos. Outras medidas rígidas se seguiriam ao ato, para evitar que a esquerda novamente manipule a sociedade. 

As forças armadas reprimiriam as manifestações, mas como certamente haverá policiais e agentes de segurança ainda fieis ao governo em meio aos insatisfeitos, haveria feridos e mortos de ambos os lados. É quase impossível que não se inicie uam guerra de guerrilhas. É possível que militares de Cuba, Venezuela e Bolívia se aliem às forças que tentariam retomar o poder. É quase certo que o Brasil enfrentaria um longo período de caos generalizado, talvez por muitos meses.

A princípio os militares não acionariam reservistas, eles seriam um grande risco dentro da caserna, haja vista que uma parcela significativa da juventude brasileira – por meio de um processo lento e contínuo – se tornou simpatica aos ideais esquerdistas. Muitos jovens de hoje enxergam em desertores e terroristas do passado, que lutaram contra seu próprio país, como figuras em quem se espelhar. Por conta disso é muito mais seguro que, em um primeiro momento, o reforço no efetivo seja feito pelo pessoal recém transferido para a reserva.

Centenas, talvez milhares de pessoas morreriam nos primeiros embates entre forças armadas e aliados do governo destituído. Os manifestantes recuariam, mas não desistiriam. Se armariam melhor, e melhor organizados, reagiriam de forma sistemática. Os militares das Forças Armadas teriam que assumir as funções de segurança pública em muitos locais, e isso agravaria a situação nas fronteiras. Ainda que o poderio militar do Brasil seja bastante superior ao de seus vizinhos bolivarianos, é possível que quarteis do Exército situados no extremo norte tenham algum trabalho para resistir a possíveis investidas de forças armadas Venezuelanas. No caso destas, relativamente bem equipadas, decidirem apoiar o governo deposto no Brasil.

Da mesma forma que no passado, militantes de esquerda se organizariam em grupos de guerrilha urbana, usariam até nomes de grupos do passado, como MR8 etc. Com ataques surpresa e ações do gênero grupos espalhariam o terror nas noites das grandes cidades. Hoje ha maior facilidade em se adquirir armas clandestinas, sem contar as que ja existem nas mãos do crime organizado, isso tornaria as coisas mais difíceis ainda.

  O crime organizado possivelnente também decidiria apoiar indiretamente o governo deposto, haja vista que militares ha muito tempo vem falando em reforçar as fronteiras para reprimir o tráfico de entorpecentes e armas.

   Muitas pessoas têm dito nos campos para comentários aqui da Revista Sociedade Militar que um governo corrupto mata muito mais do que uma guerra civil, que o desvio de dinheiro que poderia ser aplicado em saúde e saneamento acaba por ceifar milhares de vidas. Sem contar a criminalidade que ceifa dezenas de pessoas todos os dias. Sim, isso é verdade. Mas ainda assim devemos a todo custo procurar uma solução pacífica para as questões que nos afligem. Enquanto existirem vias democráticas a sociedade deve buscar o protagonismo político.

   Paramos por aqui. Mas creio que deu pra ter uma pequenea idéia de que uma "intervenção" não é algo tão simples. Ha consequencias imediatas e duras. Nosso país é enorme, complexo, pluripartidário e repleto de ONGS e Grupos de esquerda que provavelmente opoiariam um governo destituido compulsoriamente. Seria uma situação complexa, muita gente sofreria, principalmente os mais humildes, crianças e idosos.

Sabemos que já salvamos o Brasil uma vez, indo para as ruas. Podemos sim tentar de novo, e talvez haja tempo para que isso seja realizado pela via democratica.

Peçam urnas convencionais nas manifestações. Carreguem faixas dizendo Fora Dilma, abaixo o PT. Acampem na Avenida Paulista quantos dias for necessário, até que se aprove o retorno do voto convencional ou a impressão de um recibo para conferência. Insistam na abertura de um processo contra os denunciados nas delações premiadas e que técnicos independentes façam uma auditoria das últimas eleições.

Ninguém, seja militar ou civil, tem permissão para falar em nome das Forças Armadas. Contudo, é preciso lembrar que as instituições militares não dormem nunca. Se de fato houver risco iminente à Soberania Nacional, sabemos muito bem que cada um cumprirá com o seu dever.

A paz queremos com fervor, a guerra só nos causa dor. Porém…

Lembram do "ocupa wall street"? Durou vários meses. Uma diferença relevante é o fato dos protestos de Wall Street terem sido considerados politicamente corretos, por isso receberam ampla cobertura da mídia, o que dificilmente ocorrerá com os protestos anti-pt que tem ocorrido em diversas capitais brasileiras.

Se a sociedade organizada deseja mesmo se manter nesse crescente, sabemos que já ha eventos marcados para o próximo 15 de novembro – é indispensável que seja montada uma estrutura minimamente capaz de mostrar ao mundo o que está ocorrendo no país, é extremamente necessário transmitir os movimentos em tempo real, pela internet. Que se saiba, o único site que transmitiu a manifestação desse sábado foi a Revista Sociedade Militar, aproveitando um link do twitcasting, com cobertura feita pelo usuário do Twitter cidadaokanesp.  

Alguns meses atrás, aqui mesmo nesse site, lemos um artigo no qual um General de Brigada convoca a sociedade a se manifestar e expressar sua insatisfação, não há fraude ou governo corrupto que resista à ação da sociedade mobilizada, insistindo em mudanças em torno de ideais lícitos. Como disse um líder preso recentemente na Venezuela, quem se cansa perde.  #ElQueSeCansaPierde.

Inicialmente publicado em Revista Sociedade Militar. 

*Robson.A.D.S.- Cientista Social.

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Não seja você o palhaço Dessa comédia? O brasileiro acha que tudo é engraçado, mas será que realmente ajuda sempre levar as coisas na brincadeira?

 

O processo vai dar em pizza, juiz Lalau, imagens sacras vestidas com roupas sensuais, vadias se masturbando com crucifixos, mensalão, petralhas, charges etc.

O processo vai dar em pizza, juiz Lalau, imagens sacras vestidas com roupas sensuais, vadias se masturbando com crucifixos, mensalão, petralhas, charges etc.

Temos que acabar com isso, há uma tendência exagerada de “ludicizar” (*) o dia-a-dia. Quanto menos encaramos com seriedade os acontecimentos importantes, mais tendemos a acreditar que somos meros expectadores e que é normal achar engraçadinho o que de ruim ocorre no palco do quotidiano brasileiro. Não somos expectadores de uma comédia, na verdade, queiramos ou não, seremos sempre atores. E como atores sociais, devemos entender e transmitir os acontecimentos na sua forma original, e permitir-nos as reações adequadas para cada um deles. A ludicização é extremamente nociva e serve como um tipo de filtro que dificulta nossa percepção, impede que outras pessoas percebam nossa real indignação e torna praticamente impossível uma reação à altura do que está ocorrendo no país.

“Você leva tudo a sério!”. Quem já ouviu essa acusação?

No ano passado, em uma manifestação chamada de parada Gay, algumas imagens sagradas para a religião católica foram exibidas com vestes e poses sensuais, em volta havia muita gente sorrindo, dançarinos seminus e gente com trejeitos engraçadinhos. A intenção que se escondia por traz do ato em si obviamente era ridicularizar o cristianismo.

Se isso fosse realizado de outra forma que não a lúdica, a população católica reagiria com indignação. Porém, esse sentimento estrategicamente instigado no brasileiro, para que não reaja com seriedade ao que é imposto com “bom humor”, mais uma vez foi eficaz. Os organizadores da manifestação debocharam a seu bel prazer da religião católica, e não houve reação, por parte da justiça, dos fieis e muito menos da igreja. Todos foram ludibriados pelo lúdico.

O único que ousou reagir publicamente foi um pastor evangélico – Silas Malafaia – contra ele logo irromperam várias acusações mal-humorado, fundamentalista, incitação ao ódio etc.

Quando nas rodas de amigos dizemos que o processo tal, ou a CPI tal vai dar em pizza, sem que percebamos, já atenuamos em nossa mente a indignação que aquela situação nos causaria se fosse usada a maneira correta para descrever o fato. Que seria algo como: Fizeram um lobby no local tal e decidiram enganar a sociedade abafando o processo. Ou, “os envolvidos tem muita influencia e usaram o corporativismo para não sofrer as consequências dos seus atos”. Contudo, como em nossa mente foi introduzida uma única palavra – pizza – o significado real, mais amplo, se perde no simplismo, e as reações que seriam causadas também vão junto.

Sutilezas como representar casos sérios com termos engraçados ou distorcer a representação do real usando “quase-sinônimos” já vêm surtido efeito negativo-minimizador há algum tempo em nosso país. Por exemplo, trocar invasão por ocupação ou roubo por expropriação. Em uma sociedade sub-intelectualizada como a nossa esse tipo de artifício tende a ter mais êxito.

Pelo simples fato de estamos vendo “de dentro” a desconstrução que aqui fazemos pode soar como algo estranho, desnecessário. Mas DEFINITIVAMENTE não é. As categorias e significados, quando desenvolvidos corretamente na linguagem e raciocínio, são sobremaneira importantes para a condução inteligente do quotidiano de uma sociedade.

Manifestantes comandados pela esquerda usam bastante a cultura lúdica do brasileiro também para atenuar a reação dos órgãos de segurança. Quando interrompem o direito de ir-e-vir do restante da população, vandalizam ou “ocupam” alguma instituição pública, quase sempre há manifestantes aparentemente bem-humorados, com “caras pintadas”, máscaras etc. Dando a impressão de que é uma manifestação bem humorada, inteligente, “pacífica”. Contudo, quando impede o direito de ir-e-vir dos outros, ou destrói o patrimônio alheio, uma ação, seja individual, coletiva, bonitinha ou risonha, jamais poderia ser considerada pacífica.

Temos visto cada vez mais as revistas online, grupos no facebook e sites que se opõem aos desmandos ocorridos em nosso país representar fatos reprováveis por meio de charges, caricaturas engraçadas, ou textos com grande pitada de “bom” humor.

Embora a nossa cultura cada vez mais propicie isso, que chamamos aqui de sub-representação lúdica, acreditamos que na verdade é uma prática nociva e não tão inteligente quanto aparenta, acaba atenuando as próprias conclusões da sociedade e, por fim, desestimula o confronto. Quase sempre o ato de rir da "piada" se torna a única reação. Chegou a hora de representar o dia-a-dia com exatidão e seriedade, de dizer o que realmente achamos, sem rodeios e maquiagens para “doer menos”. Se você está indignado, expresse sua indignação com as palavras e gestos certos. Se isso for feito coletivamente será um grande aditivo para uma mudança real em nosso país.

Por exemplo, se você quer dizer que odeia a proteção que Dilma fornece para Nicolás Maduro, faça isso de forma bem clara, pode dizer apenas: “Eu odeio a atitude de Dilma em relação ao presidente da Venezuela”. Isso, de forma coletiva, surtirá muito mais efeito do que centenas de cartazes complicados e bem humorados postados nas redes sociais.

Enquanto estivermos representando e interpretando com bom humor as situações que deveriam gerar em nós sentimentos de grande repulsa e indignação estaremos convergindo para a falência moral de nosso país, cuja cultura imposta tem cada vez mais a propriedade de fazer com que transformemos falcatruas em comédias, atores em espectadores e malfeitores em simples palhaços, sempre nos induzindo a achar graça de nossa própria desgraça.

Robson A.D.S. Cientista Social.

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Manifestação na PAULISTA emudece imprensa e deixa governo SOBRESSALTADO.

Na avenida, sem sombra de dúvida, havia mais de 30 mil pessoas, o que torna o movimento desse sábado a maior manifestação desde os eventos do ano passado. Como a mídia sonega as informações fechamos com algumas pessoas e iniciamos a transmissão online pelo site Sociedade Militar. Depois de meia hora de transmissão a empresa que contratamos para administrar o sistema nos informou que recebemos inúmeros ataques DDoS com intenção de derrubar o site. Infelizmente o sistema não aguentou, e como não temos condições de arcar com os custos de algo mais robusto, o site http://sociedademilitarcom.br/ permaneceu offline por sete horas seguidas até que se conseguisse restabelecer o sistema. 

Se a esquerda está com medo de que as informações cheguem ao mundo é sinal que estamos avançando em nossa meta de moralizar esse país. 

No Rio de janeiro a galera também foi para as ruas. A maior concentração foi em Copacabana, em frente ao Copacabana Palace, Bolsonaro compareceu. Em Fortaleza e outras cidades também houveram manifestações.

  Na manifestação de São Paulo havia dois grandes grupos, com reivindicações claras. Algumas pessoas, ligadas ao movimento MBR, pediam intervenção militar, o que aborreceu, e emburreceu o Lobão. Que abandonou o movimento em pouco tempo, mostrando pra todo mundo sua insatisfação e fazendo alarde do que agora se chama de "racha". Lobão tem que levar em consideração que o Próprio Olavo de carvalho, seu principal guru, foi um dos que mais pediu a ajuda dos militares para acabar com os desmandos do PT, convencendo milhares de pessoas de que essa era a melhor opção. Agora não é possível “desfazer” tão rápido a cabeça do pessoal. 

Já que se aventura em meio ao ambiente político, o cantor tem que ser mais flexível e traduzir o pedido da rapaziada mais radical em algo mais racional. Poderia ter ficado e dito algo assim: “Vejam só pessoal, o Partido do Governo emporcalhou tanto o país que alguns nem acreditam mais na democracia, e por isso pedem intervenção militar”. Depois emendaria assim: “Galera da MBR, agradecemos aos militares por terem nos livrado do comunismo no passado, mas fiquem tranquilos, as manifestações estão crescendo, sociedade não vai deixar que as coisas cheguem a esse ponto, vamos virar a mesa democraticamente.”.

Mas o cantor não falou nada disso, pelo contrário. Se descontrolou, chamou todo mundo de cretino, ficou estressado e pagou mico. No final ele voltou ao evento, impondo condições para fazer isso, como se este dependesse dele. Mas o estrago foi feito.

Aparecer não parece ser o caso de Lobão, quem leu seu livro percebe que já tem uma visão de mundo bastante racional. Contudo, todos perceberam que o cara pirou. Quando se está a frente de milhares de pessoas ha muito o que se ponderar nas ações e reações. Pode-se por tudo a perder por conta de poucas palavras ditas.

Uma pequena advertência. Deixem as coisas acontecerem, a mobilização popular de direita é auto-controlada, justamente por ser formada de pessoas esclarecidas, que defendem ideais já construidos. As idéias então são colocadas em abundância nas redes e nas ruas, são filtradas, daí se forma uma massa crítica. As idéias infrutíferas naturalmente serão abandonadas e o movimento continuará com aquilo que for abraçado pela maioria. Não deixem criticas de fora e dedos apontados pela mídia quebrarem a continuidade. A estanqueidade é uma característica indispensável para que qualquer plano de batalha seja bem sucedido. Se a imprensa não está mostrando os eventos não é porque alguns pedem intervenção, faz isso cumprindo orientações "superiores".

Lembrem-se que nenhum governo caiu com duas manifestações apenas, isso é só o começo e a mobilização tende a crescer.

Estabeleça um primeiro foco. Reunir cinquenta mil, por exemplo. Se não houver racha o povo vai se aglomerar, mais da metade dos brasileiros rechaça o atual governo, e a mensagem das ruas, independente de se pedir intervenção dos militares, um ataque de marcianos ou um processo "legal" no supremo, é: ESTAMOS INSATISFEITOS, TIREM ESSE GOVERNO.
Falta de aviso não foi, ontem publicamos um artigo (Aqui) que advertia sobre o risco de racha ainda na gênese desse movimento. E sabemos que a "organização" do evento leu. Mas ainda dá tempo pra emendar. Como já dissemos, isso é só o começo.

Política se faz conversando, cedendo e conquistando. Nunca se deve desfazer de companheiros que buscam o mesmo objetivo pelo simples facto de percorrerem caminhos diferentes. Outro conselho. Nunca discutam em público, nunca exponha membros de seu exército, e muito menos ONLINE. Isso fornece munição para o inimigo.

Musicas cantadas: O PT roubou…. , 123 lula pro xadrez, Hoje eu sou feliz eu vim pra rua pra buscar o meu país.

 Robson A.D.Silva – Cientista Social – Publicado inicialmente em: http://sociedademilitar.com.br/

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